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Teorias da Administração III – Teorias Transitivas

Post nº 133

Os representantes das Teorias Transitivas foram autores que tentaram aplicar conceitos da Psicologia e da Sociologia no ambiente organizacional. Os principais são: Tead, Follett e Barnard…

TEORIAS TRANSITIVAS

Após a Administração Clássica, a Teoria da Administração sofre mudanças em vários conceitos. O foco antes colocado nas tarefas do operário, na Teoria Científica de Taylor, e na estrutura da organização, juntamente com os 14 princípios gerais, da Teoria Clássica de Fayol, é deslocado agora para as pessoas e os grupos sociais dos quais participam no local em que trabalham.

A ênfase mecanicista e a preocupação com a organização formal cede lugar para aspectos psicológicos e sociais. O desenvolvimento de novas ciências,  notadamente a Psicologia e a Sociologia, trouxeram novos conceitos para o estudo da Administração.

Nessa direção, podemos destacar três autores que, apesar de defender os princípios clássicos, introduziram novos conceitos, ao tentar aplicar conceitos dessas ciências à teoria administrativa, reformulando, assim, os fundamentos da Teoria Administrativa.

Esses novos estudos passaram para a História da Administração como Teorias Transitivas, pois esses autores não consolidaram uma corrente, ou seja, um conjunto de conhecimentos sistemáticos, mas de certa forma reformularam ou apresentaram conceitos novos aos estudos até então desenvolvidos na área da Administração.

Vamos ver quais foram suas contribuições?

ordway-tead• Ordway Tead

Educador, editor e administrador. Em todas as suas obras, Tead trata de pessoas. Discute sobre como influenciar seus comportamentos, como elas se comportam no trabalho,  como motivá-las para alcançar os resultados esperados etc.

Ele defendia a compreensão do comportamento do homem no trabalho, através do conhecimento da natureza humana…

parker-follett

• Mary Parker Follett

Foi uma visionária. Uma mulher à frente de seu tempo. Foi Follett que introduziu  a corrente psicológica na Administração. Para ela, não há uma forma padrão para administrar; é a realidade, a situação concreta que determinará o modelo ou decisão mais adequada ao momento.

barnard• Chester Barnard

Para ele, ninguém sabe tudo. Todos temos nossas limitações. Com isso, no trabalho, precisamos da colaboração dos outros para vencer essa limitação. A colaboração ajuda a pessoas a constituírem grupos sociais informais dentro da organização.

Enfim, a organização é um sistema cooperativo, onde as pessoas se ajudam para alcançar objetivos comuns.

Embora não tenham formado uma conexão forte que se consolidassem como uma Escola de Administração, esses autores são colocados em uma zona de transição e tratados como precursores da Teoria das Relações Humanas, assunto do próximo Post…

Fica com Deus,

Com afeto,

Evilânia Macêdo

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Administração Científica e Administração Clássica

Post nº 132

A Administração Científica iniciada por Taylor se constitui na primeira teoria administrativa. A Administração Clássica de Fayol ampliou o foco na tarefa de Taylor, para a estrutura da Organização. Compare a visão das duas Teorias:

 

Quer saber mais? Então confronte:

Como podemos observar, em dois pontos essas duas Escolas se diferenciam. No mais, elas se assemelham em todos os outros aspectos:

  1. Na Administração Científica – chamada Taylorismo – a ênfase estava nas tarefas; enquanto na Administração Clássica – de Fayol – a ênfase estava na estrutura da organização;
  2. Em Taylor, a análise da organização é de baixo para cima, ou seja, partia da tarefa do operário, para níveis acima como supervisores, gerentes etc; em Fayol, a análise da organização era de cima para baixo, ou seja, partia da direção superior para os níveis de execução.

Como em tudo, Escolas posteriores criticaram essas duas primeiras abordagens. Em relação a Taylor, criticaram o mecanicismo da Administração Científica. O foco na tarefa tornou o modelo rígido e pouco flexível. Era um sistema fechado, já que não considerava o ambiente onde atuava. Outro fator limitante foi considerar que o operário trabalhava unicamente movido por incentivos financeiros.

Já em relação a Fayol, as Escolas posteriores criticaram também a rigidez e a pouco flexibilidade do modelo. A preocupação básica era com a organização formal, com os princípios, regras e normativos capazes de proporcionar a máxima eficiência.

Embora pretendessem elaborar uma Ciência da Administração, tanto Taylor quanto Fayol fundamentaram seus conceitos no senso comum, não colocando suas afirmações em experimentação, conforme a metodologia científica.

Contudo, apesar de todas as críticas, essas duas Escolas nos ajudam na compreensão dos fundamentos da Administração Moderna.

Fica com Deus,

Até o próximo Post…

Com afeto,

Evilânia Macêdo

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Teorias da Administração II – Teoria Clássica

Post nº 131

Fundada por Henri Fayol, a Teoria Clássica da Administração defende a ênfase na estrutura como base para a eficiência.

fayolComo vimos no Post anterior, Taylor desenvolveu a Abordagem Científica da Administração, nos Estados Unidos, no início do século 20.

Em 1916, na Europa, mais exatamente na França, outro engenheiro, Henri Fayol, lançava os fundamentos da Abordagem Clássica da Administração.

Tanto Taylor, na Teoria Científica, quanto Fayol com sua Teoria Clássica, tinham um objetivo em comum: a busca da eficiência.

Como vimos, no taylorismo, essa eficiência era alcançada por meio da racionalização do trabalho do operário, ou seja, a nível das tarefas; já nessa Teoria Clássica, segundo Fayol, a ênfase estaria na estrutura que a empresa deveria ter para alcançar a eficiência.

Com isso, Fayol visualiza a estrutura da Organização como um conjunto de partes. Considerando essas partes que compõem a estrutura da empresa, Fayol definiu seis funções administrativas básicas:

A essas funções estariam relacionados os processos de • Prever  • Organizar  • Comandar  • Coordenar  • Controlar

Essas Funções Administrativas mudaram nas últimas décadas. Atualmente, elas recebem o nome da área a que estão relacionadas; assim, as Funções Técnicas são chamadas de área Operacional ou de Produção, as Funções Comerciais são as área de Vendas e Marketing, as Funções Financeiras englobam as Funções Contábeis e as Funções de Segurança têm área e regras próprias, a Segurança do Trabalho, mais recentemente ampliada com o conceito de Qualidade de Vida no Trabalho – QVT.

Os Processos Administrativos de Previsão, Organização, Comando, Coordenação e Controle, hoje se resumem a quatro:

• Planejamento

• Organização

• Direção

• Controle

Os elementos acima citados constituem o chamado Processo Administrativo. Eles estão presentes no dia a dia do Gestor no desempenho de suas funções, seja qual for o nível organizacional em que se encontre – estratégico, tático ou operacional.

Além de apresentar essas Funções Administrativas, Fayol também prescreveu normas que orientassem a aplicação correta das funções administrativas. São os 14 Princípios Gerais da Administração:

1. Divisão do Trabalho. 2. Autoridade de Responsabilidade. 3. Disciplina. 4. Unidade de Comando. 5. Unidade de Direção. 6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais. 7. Remuneração do Pessoal. 8. Centralização. 9. Cadeia Escalar. 10. Ordem. 11. Equidade. 12. Estabilidade do Pessoal. 13. Iniciativa. 14. Espírito de Equipe. 

Esses princípios são guias que orientam o Gestor e, apesar das críticas a esta Escola, ela, juntamente com o taylorismo, inauguraram as bases das Teorias Modernas da Administração.

Por enquanto, é só…

Fica com Deus e… Até o próximo Post!

Com afeto,

Evilânia Macêdo

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Teorias da Administração I – Administração Científica

Post nº 130

A Administração Científica foi iniciada por Taylor e se constituiu na primeira Teoria da Administração. Essa Escola  inaugurou conceitos como  eficiência, racionalização e divisão do trabalho, e trouxe a especialização do operário.

tempos-modernosNo século XVIII, impulsionadas pela Revolução Industrial, surgiram as fábricas…

Nas primeiras décadas do século XX, o crescimento e o desenvolvimento dessas fábricas levaram ao surgimento das organizações modernas, tal como as conhecemos hoje.

Administração-científicaNo início do século XX já existiam grande número dessas empresas. Apresentavam tamanhos variados e todas tinham problemas de baixa produtividade e grandes desperdícios. Era preciso resolver esses problemas…

Foi nesse cenário, que o engenheiro americano Frederick Winslow Taylor desenvolveu os primeiros trabalhos que mais tarde se configurariam como a Administração Científica. Assim, surgiu a primeira Teoria da Administração, chamada de Administração Científica ou Taylorismo.

Taylor começou a trabalhar em uma indústria como aprendiz. Mais tarde mudou-se para Midvale Steel Works especializada na construção de máquinas. Começou como operário, depois foi para o escritório, passou a ser gerente e, finalmente, engenheiro-chefe.

Foi como engenheiro-chefe que a ideia básica de Taylor era aumentar a eficiência da indústria para obter maior produtividade. Ele buscou isso por meio da racionalização do trabalho no nível operacional, ou seja, no nível onde a tarefa era executada.

Taylor notou que, no nível operacional, os operários aprendiam as tarefas observando como seus companheiros faziam. Notou também que essa forma de aprendizagem levava a diferentes formas de executar determinadas tarefas. Com isso, ele procurou desenvolver um  método que fosse mais rápido e mais adequado para executar cada tarefa.

Seu método consistia em identificar os movimentos necessários, assim como o tempo médio necessário, para o operário realizar determinada tarefa. O objetivo era descobrir um padrão para a execução da tarefa. Em resumo, Taylor organizou racionalmente o trabalho.

Com isso, vemos que o conceito de eficiência é fundamental no Taylorismo. Considerando a eficiência como o correto uso dos recursos disponíveis, ao procurar a melhor forma de fazer uma tarefa, Taylor privilegiava a eficiência. Ele queria aumentar a produtividade pela eficiência.

Em tempos de crise, vamos zelar pela eficiência de nossas práticas e melhorar nossa produtividade!

Enfim, pelo acima exposto, podemos tirar duas conclusões:

  1. A ênfase nas tarefas é a característica principal dessa Teoria Científica da Administração;
  2. A Abordagem é de baixo para cima, uma vez que o processo começava no operário indo para o supervisor e o gerente.

Nós da Administração Pública, temos a EFICIÊNCIA como princípio constitucional expresso através da EC n. 19/98.

Nosso aclamado Hely Lopes Meirelles já antes da EC n. 19/98, falava da Eficiência como um dever da Administração Pública:

Dever de eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. 22 ed. São Paulo: Malheiros, 1997, p.90).

Só mais uma coisa: devemos ter em mente que eficiência não é tudo. É preciso, também, privilegiar os outros dois conceitos: eficácia e efetividade…

Fica com Deus e… Até o próximo Post!

Com afeto, Evilânia Macêdo

 

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Mais Uma Marca…

30.000 visitas!!!

Você me fez chegar até aqui. Portanto, você faz parte dessa minha conquista…

Com afeto,

Evilânia Macêdo

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Quais são as Teorias Administrativas

Post nº 129

O objetivo é apresentar como evoluíram as principais teorias administrativas e responder: quais são as Teorias Administrativas?

administraçãoEste é um post que desde o início tenho vontade de escrever. Chegou o momento. Sempre que vou ler ou escrever artigos sobre Gestão de Pessoas, tenho a necessidade de contextualizar como essa disciplina evoluiu…

Assim, sempre me pareceu oportuno escrever posts sequenciados acerca das bases que sustentam as teorias administrativas. É seguindo a evolução dessas teorias que compreendemos mais nitidamente a atual Gestão de Pessoas. Vamos, nos próximos posts, revisitar essas teorias. De Taylor aos nossos dias…

Ao final, você será capaz de entender os fundamentos da Administração, conhecer alguma formas de administrar e aplicar esse conhecimento na difícil arte de integrar organizações, processos e pessoas!

Até lá…

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Qual a Tendência da Avaliação de Desempenho

Post nº 128

Avaliar Desempenho é um dos processos mais difíceis dentro das organizações. Um tema que deve ser monitorado de perto para  identificarmos qual a tendência da Avaliação de Desempenho…

harvardA Harvard Business Review é uma publicação escrita para líderes mundiais…

Por meio dela, respeitados autores e pensadores do mundo corporativo abordam temas atuais de Gestão. Seus artigos despertam profundas reflexões acerca das práticas de gestão no mundo globalizado.

Recente, dois artigos dessa publicação se referiram à Avaliação de Desempenho: um, é da autoria de Ben Dattner, um coach executivo e consultor de desenvolvimento organizacional; o outro, da lavra de Graham Kenny, diretor de uma consultoria especializada em medida de desempenho.

Neste post, quero compartilhar com você, meu caro leitor, alguns recortes desses artigos, Vamos lá?

→ Não é fácil avaliar ‘as dinâmicas emocionais e interpessoais’ e, ao mesmo tempo, as metas. É difícil e complexo buscar o equilíbrio dessas duas medidas;

→ Ao abordar o desempenho,  o foco deve ser o comportamento do funcionário ou o que ele faz?  Para Ben Dattner, “vale tentar encontrar um equilíbrio entre os aspectos comportamentais relacionados com o desempenho e o sentimento geral ou a impressão de que os outros têm a partir disso”;

→ A chave para a Avaliação de Desempenho é a preparação;

→ Antes de começar reveja se objetivos e metas estão alinhados;

→ Seja mais assertivo em suas percepções;

→ Ao elaborar o formulário, tenha claro o que você deseja: focar no desempenho individual, nas relações interpessoais, no comportamento ético, na oportunidade de aprendizagem etc;

→ Um detalhe importante: se a avaliação foca somente em resultados e fatos específicos, é interessante incluir um relatório holístico; do contrário, se a avaliação é mais abrangente, no relatório é bom se referir a situações mais concretas, mais específicas;

→ Quando o foco é o desempenho individual, no momento do feedback, considere situações ou fatos determinados, contextualize… quando é mais específica e focada em fatos, o funcionário tem a impressão que a avaliação é mais justa, mais equilibrada;

→ “Os melhores sempre estão se esforçando para oferecer avaliações de desempenho e feedback mais acertados”…

E então? Faz a gente pensar, não é?

Fica com Deus,

Até o próximo post…

Com carinho,

Evilânia Macêdo ♥

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11 de Setembro

11-setembroO 11 de Setembro mudou o Mundo… e o Rumo da História!

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Quais são as Empresas Mais Desejadas pelos Jovens?

Post nº 127

A tradicional pesquisa da Cia de Talentos, uma empresa de recrutamento, apontou as dez empresas mais desejadas pelos jovens…

primeiro-empregoA tradicional pesquisa da Cia de Talentos, uma empresa de recrutamento, apontou as dez empresas mais desejadas pelos jovens que buscam ingressar no mercado de trabalho. Vamos ver as 5 primeiras?

Todas essas empresas comunicam sua cultura de forma transparente. A meritocracia é marca registrada de todas elas…

Outro ponto em comum é a existência de programas para menores aprendizes, estagiários e trainees, pois elas acreditam ‘que esse tipo  de mão-de-obra principiante traz inovação e obriga líderes a repensar modelos de gestão’.

Quer saber quais são elas? Uma sugestão: fecha os olhos e, antes de ler, imagina quais são essas empresas… Vamos ver quantas você acerta, combinado?

1] É isso que o Google espera do jovem que quer fazer aprte de sua googleequipe: estar preparado para trabalhar em um ambiente de muitas mudanças e grandes desafios. No Google, os funcionários têm muita autonomia, pois a empresa acredita que cada um é responsável pela sua carreira. Para isso, oferece todas as ferramentas e ambiente adequado.

Competências valorizadas: Trabalho em Equipe, Comunicação e Iniciativa

2] Apesar da crise relacionada à corrupção, a petroleira nacional ainda é petrobrasuma das empresas que os jovens querem trabalhar. Há duas portas para entrar na estatal: concurso público e programa de trainee.

Competências Valorizadas: Foco, Determinação, Comprometimento com Resultados

3] O jovem que sonha com uma carreira internacional não tem só o onuItamaraty com o referência; eles desejam a ONU! Uma empresa que procura pessoas que acreditam na promoção de um mundo melhor e mais justo. Os estágios são voluntários, não remunerados. Uma opção é concorrer a uma vaga no programa Jovens Profissionais, um processo competitivo que recruta jovens talentos para a Organização.

Competências Valorizadas: Ética, Flexibilidade e Respeito à Diversidade.

4] A quarta empresa mais desejada pelos jovens recruta anualmente pwccerca de 500 jovens. Uma das mais importantes consultorias do mundo, a empresa espera que o jovem talento chegue  sem experiência para que seja formado dentro da organização. Um detalhe chama a atenção: 90% dos sócios atuais saíram do programa Nova Geração, voltado para os jovens que ingressam na empresa.

Competências Valorizadas: Ética, Rigor e Organização

5] “Atitude de Dono”. Isso significa que além de cumprir metas, o jovem ambevtem que se preocupar em manter viva a cultura da empresa. Acertou? A Ambev. Segundo dizem, manter a cultura organizacional viva é a competência mais valorizada por todos. No ano passado, dos 600 jovens estagiários, a empresa efetivou 400. 

Competências Valorizadas: Criatividade, Liderança e Capacidade de Propor Soluções.

E então? Procura saber mais sobre essas empresas… e procura inspiração nelas!

Post adaptado da reportagem Especial Carreira Jovem, da Você S/A 217

Fica com Deus,

Até o próximo post…

Evilânia Macêdo ♥

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